Bairros Sociais "Conhecer para Intervir"

Somos um pequeno grupo de 4 alunas do curso Sócio-económico, da turma do 12º C da Escola Secundária do Monte da Caparica, motivadas para o desenvolvimento deste projecto. Esta pequena equipa orientou a sua intervenção com o objectivo de contribuir para a construção de comunidades mais participativas a nível pessoal, profissional e social.

Monday, January 29, 2007

Marta - As Minhas Impressões

Com o Projecto “Bairros Sociais – Conhecer para Intervir” defrontamo-nos com algumas experiências, algumas boas outras menos boas.
Uma das primeiras experiências que tivemos, foi a visita à Escola Básica Integrada do Mote da Caparica, onde fomos bastante bem recebidas e todos, principalmente o director da escola, Engenheiro Albuquerque, procuraram ajudar-nos a concretizar o nosso objectivo que era concluir 80 inquéritos sobre onde viviam os alunos.
Posso caracterizar esta experiência como sendo uma experiência positiva, já não dizendo o mesmo da experiência que tivemos na Escola Básica 2, 3 da Costa da Caparica, onde ninguém responsável teve a iniciativa de nos ajudar, e procurar saber o porquê deste nosso projecto. Tivemos sim, ajuda de alguns professores que já tinham sido meus professores no ensino básico, e que se disponibilizaram para gastar 5 ou 10 minutos da sua aula para que conseguíssemos concluir os nossos inquéritos.
Prevíamos ir a Escola Básica 2, 3 da Trafaria, mas devido a um imprevisto, nomeadamente a descoberta de Tuberculose numa das professoras da escola, ficando assim esta visita cancelada definitivamente.
No que diz respeito à experiência em relação à aplicação dos inquéritos no meu bairro, posso dizer que não senti dificuldade em terminar o meu objectivo. Houve várias pessoas que se recusaram a responder a algumas questões mas numa opinião geral, com a ajuda e com a disponibilidade dos moradores, a aplicação destes inquéritos no Bairro Campo da Bola tornou-se uma boa experiência para mim.

Tuesday, January 23, 2007

Adriana - As minhas impressões

As quatro alunas do 12º C dirigiram-se a duas escolas Básicas (a Integrada do monte e a 2/3 da Costa da Caparica), com o objectivo de aplicar 80 inquéritos aos alunos de cada escola.
A primeira escola que fomos visitar foi a Integrada do Monte. Fomos delicadamente recebidas pelo Director da mesma (Engenheiro Albuquerque).
O Sr. Director começou por nos mostrar a escola, com muita simpatia. Depois de lhe apresentar-mos o objectivo da visita àquela escola, ele foi o próprio a levar-nos às salas de aula, par podermos entregar os inquéritos (pois eram muitos e aplica-los apenas no intervalo dos alunos, não nos daria tempo suficiente para concretizarmos esta actividade com sucesso).
Todos, de um modo geral foram bastante simpáticos e prestáveis, tanto os professores, como os alunos.
A ideia que registei foi a de ter conhecido uma escola bastante organizada, e com um clima bastante bom, sem confusões e com o sentido de cooperação e solidariedade na acção, ou seja a nível global, foi bastante positiva em todos os aspectos.
A segunda escola que fomos visitar foi a escola 2/3 da Costa da Caparica, onde não fomos tão bem recebidas. Sabemos compreender que aparecemos lá na escola, sem aviso prévio mas mesmo assim, esse facto não interferia na hospitalidade ou ate mesmo na simpatia que o Director João Franco nos podia ter transmitido.
Quando lá chegamos, o Director disse-nos de imediato que não iria ser possível a realização, naquele mesmo dia, dos inquéritos, pois não tínhamos avisado com antecedência como referiu não poderia ir interromper as aulas dos alunos, pelo menos sem a presença ou o consentimento dos directores de turma. O Director mandou-nos esperar fora da porta do Concelho Directivo, dizendo que ia ver o que podia fazer. Nós ficámos á porta da sala cerca de 45 minutos, e o Director nem uma satisfação nos deu, a nossa sorte foi os professores, que entretanto saíram das suas aulas, e se ofereceram, para nos ajudar, levando-nos com eles até às suas salas par que pudéssemos entregar os nossos inquéritos às turmas que estavam a ter aula.
Em apenas 1hora conseguimos acabar os 80 inquéritos, pois dividimo-nos em dois grupos. Os professores da Escola da Costa da Caparica foram bastante prestáveis, simpáticos e fundamentais na realização do nosso objectivo.
Em geral o acolhimento dos órgãos de gestão da escola não foi tão positivo, isto para não dizer mesmo negativo. Em relação aos funcionários, nada tenho a dizer, pois não estabelecemos contacto com os mesmos. Pareceu-me ser um ambiente razoável, e os alunos até nem puseram obstáculos em responder aos inquéritos.
Como conclusão, ficámos muito agradecidas pela disponibilidade e abertura das escolas referidas.
Éramos para ter inquerido também a escola Básica da Trafaria, mas devido ao facto de alguns professores, funcionários e até mesmo alunos terem contraído a doença de tuberculose, tivemos de cancelar a ida a essa mesma escola.
Agora em ralação á experiência de ter feito os inquéritos da minha vila, foi bastante positiva, a princípio tive um pouco de dificuldade, pois algumas pessoas recusaram-se a responder, mas no final do processo já foi positivo, e na generalidade quase toda a gente respondeu a todas as perguntas com disponibilidade de compreensão desta iniciativa.

Lenisa - As minhas impressões

Aplicamos um inquérito aos alunos das escoas Básica integrada do Monte Caparica e da escola 2/3 Costa Caparica, no âmbito do projecto da nossa escola.
No 1º escola os alunos reagiram de uma forma positiva, mas houve alguns que se sentiram pouco á vontade em responder ao questionário, mas por fim. Tudo correu numa normalidade.
Fomos bem recebidos pelos funcionários e pela Direcção da escola e pelos alunos. A escola básica Integrada do Monte estava bem organizada e foi fácil cumprir os objectivos do nosso trabalho, porque foram de um modo geral. Simpáticos connosco
Na segunda escola, encontramos, um pouco agitado. Devido ao intervalo, mas depois tudo foi acalmando e regressaram a normalidade.
Na escola 2/3 da costa ficamos muito tempo a aguardar a autorização para aplicar os questionários, mas os professores facilitaram a nossa tarefa, que deste modo, conseguimos cumprir. Em relação ao meu Bairro, houve um problema de tuberculose que impediu o nosso trabalho na Escola Básica da Trafaria. Eu pessoalmente estou aplicar os questionários na comunidade e encontro algumas dificuldades, porque há pessoas com preconceitos que não querem colaborar. Eu estou a gostar daquilo que estou a fazer e pretendo atingir os meus objectivos.

Teresa - As minhas impressões

O nosso grupo agora passou da teoria à prática, começámos por realizar uns pequenos inquéritos a jovens e adultos dos bairros aos quais pertencemos e às escolas respectivas.
No dia 12/12/2006 demos início ao nosso trabalho de campo, começando por realizar os inquéritos na Escola Básica Integrada Monte de Caparica, no Bairro do Fundo Fomento.
A princípio estávamos com algum receio porque nos tinham dito que o Sr. Engenheiro Albuquerque (director da escola) era uma pessoa de difícil acesso, o que realmente não se verificou, por acaso gostei muito do Engenheiro, foi bastante prestável e simpático connosco, acompanhou-nos a algumas salas de aula para realizarmos os inquéritos.
Da escola em si também gostei muito, tinha uma má impressão, sem qualquer fundamentação, que esta visita ajudou a alterar e ao contrário do que pensava, conheci uma escola muito bem organizada, com boas estruturas, e bons acessos.
Os funcionários igualmente simpáticos e os alunos não eram, como constatei, tão problemáticos como diziam ser, até foram bastante acessíveis e colaborativos.
Lá na escola até tivemos a ajuda de umas alunas muito simpáticas que nos possibilitaram “angariar” alunos para os inquéritos.
No dia 14/12/2006 fomos à Escola Básica 2/3 da Costa, íamos muito confiantes porque já nos tinham dito que o Prof. João (director da escola) era muito simpático e prestável, revelou-se o contrário, pelo menos eu fiquei com uma má impressão do Sr. Director. Se não fossem as professoras a verem-nos lá sentadas à espera da autorização ainda hoje estaríamos, por certo, á espera para aplicar os inquéritos.
A escola em si não me pareceu nada de especial, uma escola normal.
Depois das férias do Natal era suposto irmos à Escola da Trafaria, mas surgiu um problema de saúde, de carácter contagioso, que poderia pôr em risco a nossa saúde, pelo que decidimos melhor não cumprirmos esta tarefa.

Monday, December 04, 2006

Adriana - Eu e o meu Bairro


O meu bairro (vila) é um sítio em que basicamente toda a gente se conhece, pois é uma vila pequena. Vivem cá muitas possas jovens, mas a maioria da população é idosa, e com uma baixa percentagem de imigrantes, devendo a percentagem ser de cerca de 5%, em comparação com outros sítios.
Nesta vila grande parte dos homens sustenta as suas famílias através da pesca. As suas casas estão basicamente todas em bom estado, tanto as de prédios como as de casas baixas.
A vila da Trafaria não tem assim, nem muitas coisas especiais, nem coisas negativas a apontar, pois é uma vila bastante sossegada, por vezes ate de mais, precisava assim de um pouco de dinamismo.
Os bairros que estão em redor dela esses sim são bairros problemáticos onde muitas das famílias passam por vezes bastantes dificuldades, as suas casas não são das melhores (são todas casinhas baixas, algumas são até mesmo barracas) sem grandes condições, as ruas são bastante poluídas, e em algumas ruas a paisagem é mesmo degradante.
As casas destes bairros são geralmente bastante cheias, ou seja, onde deveriam morar 3 pessoas moram 6, e o pior é que só 1 ou 2 é que sustentam a casa. Muitas dessas pessoas como não conseguem arranjar emprego recorrem ao “dinheiro fácil”, ou seja, começam a arranjar dinheiro de forma ilegal, isso leva assim a um mau exemplo familiar, pois as crianças que crescem com este tipo de ambiente, a maior parte das vezes, seguem o exemplo dos mais velhos, largam a escola muito cedo a maior parte das vezes sem sequer completar a escolaridade mínima e entregam-se assim uns à “vida fácil” outros á pesca (não sendo a pior escolha em comparação com outras más escolhas).
Uma das poucas coisas que este tipo de bairros tem de positivo é que como é uma comunidade pequena (se assim lhe podemos chamar) existe uma entreajuda muito grande entre as pessoas do bairro, o que facilita muitas das vezes muita coisa.
Não tenho mais nada a acrescentar sobre a minha vila e os bairros que a rodeiam, nesta primeira abordagem.

Teresa - Eu e o meu Bairro

Eu moro no Bairro do Raposo, Monte de Caparica, perto do Bairro Amarelo, um bairro muito complicado por razões de vária ordem, socio-económicas e culturais. Com efeito, goza da fama, desenvolvida, em tempos passados, embora, actualmente, não seja tão questionável.
Que posso dizer do meu bairro? Não posso dizer que é um bairro problemático, é sossegado e não há grandes conflitos. O bairro é composto por vivendas geminadas de dois andares (rés-do-chão, primeiro andar e sótão) apresentando, têm boas condições,
Algo que acho engraçado no meu bairro é a simpatia das pessoas e o facto de serem prestáveis, por exemplo, se falta algo a uma pessoa vai à vizinha do lado e se ela puder ajudar ajuda, não sei se nos outros bairros será assim.
Como em todos os sítios há droga, apesar de não ser tão visível, por aqui são muito “softs”. Este bairro nem parece estar perto dos bairros “perigosos”, é tão calmo! Mas neste bairro pode-se ver um grande contraste, ao lado das vivendas com boas condições e acessos ( eu digo vivendas com boas condições, mas isso não quer dizer que sejam mansões) há umas barracas, casas já muito velhas, sem canalização ,onde vivem muitos imigrantes na sua maior parte africanos. Neste momento já não há muitas barracas, penso que o projecto da câmara é demoli-las para construir novas habitações, mas isto tem levado muito tempo. As pessoas que nasceram aqui muito mais velhas, já no seu tempo ouviam dizer que as casas iam ser demolidas, embora permaneçam inalteradas.

Lenisa - Eu e o meu Bairro


Eu nasci em Cabo Verde, na ilha de Santiago , no arquipélago de Santa Catarina Assomada, Gil Bispo. Nasci no dia 8 de janeiro de 1988, vivi com meus pais e os meus irmãos até à idade de 18 anos. Comecei a estudar com 6 anos, na escola primária de Gil Bispo. Quando terminei o 6º ano mudei de Escola e frequentei o 7º ano, no liceu de Santa Catarina, onde estudei até ao 11ºano.Comecei ainda o 12º ano, mas no 2º trimestre, por motivos de prosseguimento de estudos, vim para Portugal viver na companhia do meu pai, onde me encontro desde 2006, a viver no bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, com o objectivo de me valorizar pessoalmente.
Nesse bairro a maioria das casas apresenta uma tipologia próxima da designada barraca, por falta de condições de habitabilidade.
Aos fins de semana há sempre muita agitação, as pessoas ficam na rua a conversar alto, dificultando aqueles que querem trabalhar, não permitindo que se estude como deve ser.
Penso em mudar de bairro, quando tiver oportunidade e, assim, terminar o meu curso, procurando melhores saídas profissionais.
Tenho-me preocupado em conhecer este bairro, sobretudo as maiores dificuldades evidenciadas e estou disponível a colaborar e a lutar para melhorar as situações que constituem alguns dos problemas mais significativos.. Gostaria de que as barracas onde vivemos, fossem substituídas por casas dignas para vivermos em boas condições . O meu sonho é morar num bairro organizado e que respeite os direitos e deveres dos seus habitantes.

Wednesday, November 22, 2006

Marta - Eu e o meu Bairro





Eu nasci em Lisboa, no dia 22/03/89. Vivi em Santo António dos Cavaleiros até aos meus 3 anos de idade. Quando tinha 3 anos e pouco vim viver para a Costa de Caparica.
Hoje vivemos no Bairro Campo da Bola que ao longo dos anos tem vindo a lutar sem descanso contra a Câmara Municipal de Almada, para que esta não destrua as nossas casas e nos coloque num bairro social, em prédios, onde com certeza as condições oferecidas não correspondem as condições que hoje alguns usufruímos.
A estrutura Estética do meu Bairro talvez não seja a melhor nem a mais bonita, mas tem boas casas, algumas delas construídas pelos seus próprios proprietários, como é o caso do meu pai. São casas com tipologias diferenciadas, algumas com mais de dois andares, com bons quintais, etc. Mas claro que também existem casas com fracas condições habitacionais.
A Câmara de Almada quer mandar abaixo estas casas pois dizem que o nosso terreno é ilegal (o que não é verdade porque este foi-nos cedido pela própria Câmara de Almada), e porque apresentam bons projectos para esta área. A maioria dos moradores opuseram-se a isso pois eles querem-nos tirar de umas boas casas para nos colocarem em guetos e cubículos.
Analisando a situação criticamente, fui formando a minha opinião que passo a apresentar: - Não me importo de abandonar este bairro e deixar esta área livre para novos projectos, mas oponho-me ao facto da Câmara Municipal realojar todos os moradores de forma igual, pois para alguns a situação pode mudar para melhor mas para outros esta situação não se vai verificar. Com isto concluo que não se pode generalizar situações como estas pois cada caso é um caso, e cada um exige medidas de intervenção diferentes.

Ass: Marta


Concordas ? Se conheces o Bairro e se sabes quais são os seus problemas dá a tua opinião ... ela é importante para nós!

Tuesday, November 21, 2006

O nosso Projecto


Somos um pequeno grupo de quatro alunas, do 12º C, Escola Secundária do Monte de Caparica, unidas pela ideia de desenvolver um projecto sobre os Bairros sociais, periféricos da cidade de Almada. Projecto este de âmbito social e cultural
designado por “Bairros Sociais – Conhecer para Intervir” com incidência nos respectivos bairros de residência dos elementos que constituem a equipa promotora do referido projecto, cuja concepção e organização teve lugar na disciplina de Área de Projecto.
A razão que nos incentivou a apostar num projecto como este foi o facto de vivermos em bairros sociais de contextos difíceis e a vontade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva. O nosso grupo revela consciência crítica de cidadania activa, querendo assim transmiti-la para o resto da comunidade.
Queremos fazer ver ao cidadão que tem o dever de intervir, de dar a sua opinião e de exigir o valor que lhe corresponde.
Com isto vamos dar continuidade ao nosso trabalho que tem como meio conhecer os problemas dos Bairros Sociais, para chegarmos a um fim que é intervir sobre eles.